quinta-feira, 14 de julho de 2016

Algo

Sinto-me distante quando, na verdade, me sinto próxima. E mesmo rodeada de luz, sinto-me apagada. Fecho os olhos e penso no que fui, mas nunca deixo que mos abram sem primeiro saber quem sou.
Dou conta de que, neste momento, existo para algo. Somente para um pequeno algo e para mais nada. Ando encurralada por este singular pensamento que me deseja e que, só na minoria das vezes me abomina verdadeiramente. Mas anseio por viver assim para sempre, bem como mal vejo a hora de dar um desfecho ao tudo de mim.
Prefiro sorrir enquanto há morte que me valha do que sofrer pela vida que me custa. Seduz-me viver e saber que não sinto, do que sentir que estou a ser arrastada para um vazio que tão bem conheço.
Pressinto um fim muito próximo e receio que este possa nunca vir a existir. Sinto-me como alguém que não passa de ninguém enquanto consegue ser tudo e é capaz de derramar um mundo com abundância.

3 comentários:

Andreia Morais disse...

Aqueles contrastes que nos fazem balançar
Adorei o texto!

Graça Pires disse...

Quem entra dentro de si, sabe encontrar as sensações mais diversas e contraditórias...
Um belo texto!
Beijos.

Antonio Batalha disse...

Estou alegre por encontrar blogs como o seu, ao ler algumas coisas,
reparei que tem aqui um bom blog, feito com carinho.Posso dizer que gostei do que li e desde já quero dar-lhe os parabéns, decerto que virei aqui mais vezes.
Sou António Batalha.
Que lhe deseja muitas felicidade e saúde em toda a sua casa.
PS.Se desejar visite O Peregrino E Servo, e se o desejar siga, mas só se gostar, eu vou retribuir seguindo também o seu.
A Verdade Em Poesia.

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