quinta-feira, 14 de julho de 2016

Algo

Sinto-me distante quando, na verdade, me sinto próxima. E mesmo rodeada de luz, sinto-me apagada. Fecho os olhos e penso no que fui, mas nunca deixo que mos abram sem primeiro saber quem sou.
Dou conta de que, neste momento, existo para algo. Somente para um pequeno algo e para mais nada. Ando encurralada por este singular pensamento que me deseja e que, só na minoria das vezes me abomina verdadeiramente. Mas anseio por viver assim para sempre, bem como mal vejo a hora de dar um desfecho ao tudo de mim.
Prefiro sorrir enquanto há morte que me valha do que sofrer pela vida que me custa. Seduz-me viver e saber que não sinto, do que sentir que estou a ser arrastada para um vazio que tão bem conheço.
Pressinto um fim muito próximo e receio que este possa nunca vir a existir. Sinto-me como alguém que não passa de ninguém enquanto consegue ser tudo e é capaz de derramar um mundo com abundância.

sábado, 2 de julho de 2016

Dragon Ball de volta à SIC!

Evidentemente, já todos os grandes amantes de Dragon Ball sabem desta estrondosa notícia! Mas eu, como fanática que sou de animes japonesas, não pude deixar de lado esta novidade que tanto me está a fazer feliz.
Dedicarei, mais tarde, uma publicação a estes desenhos animados na minha rubrica "Viagem no Tempo". Por enquanto, venho cá só para explodir junto de vós a minha tremenda alegria porque sei que muita gente da minha geração, e não só, se tornará criança uma vez mais e fará de tudo para assistir à nova temporada que está para vir.


Em Portugal foram transmitidas, desde 1995, três temporadas pela SIC - Dragon Ball, Dragon Ball Z e Dragon Ball GT - fazendo, ainda hoje, parte da programação da SIC Radical.
Brevemente, será, então, exibida pela SIC, a mais recente temporada que começou a sê-la no Japão, em 2015, e cujo nome é Dragon Ball Super.

Após esta notícia, não consigo deixar de sentir uma saudade inexplicável da voz inesquecível do grande e meu predileto António Semedo que a emprestou a inúmeros personagens que nos aqueceram tanto o coração e por quem nos apaixonámos incondicionalmente. Acho até que, cada vez mais, sinto uma nostalgia quase que sôfrega por perceber que nunca mais este Senhor fará parte do meu mundo animado. Já o Henrique Feist, a Cristina Cavalinhos, o Ricardo Spínola, o João Loy, entre outros (Poucos, aliás! Porque não somos japoneses nem precisamos de um dobrador para cada personagem!), farão novamente parte do elenco de dobragem desta nova temporada, o que nos trarão já grande satisfação e entusiasmo!

Resta-me, portanto, desejar a todos os interessados um excelente regresso ao mundo das sete Esferinhas do Dragão ou das sete Bolas de Cristal - Fica ao vosso gosto! E não percam um episódio que seja, porque eu também não!!

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Portugal no Brasil

Quero partilhar convosco algo que escrevi a pedido de uma amiga brasileira que esteve cá em Portugal a fazer a licenciatura em Matemática comigo. Pediu-me que o fizesse pois queria levar consigo uma recordação de Portugal feita por um Português para, mais tarde, poder publicar lá pelo Brasil. E coube-me a mim fazê-lo e com todo o gosto!
Obrigada, Geisa Gabrielli, por teres confiado em mim. Tenho saudades.

Portugal é a saudade do que vai ser e a esperança do que se foi. É o mistério do que se conhece e a transparência do que não se vê. É a amargura de um dia que nos ensina a sermos possantes e o prazer de uma noite que nos contempla com fervor. É a razão por que somos tão ardentes em simplicidade e a desculpa porque somos tão frios e corpulentos a transcender aquilo que nos gela e pensa que nos abate.
Portugal é o mar salgado que nos enche a alma e o olhar fraterno, é a areia fina que nos escapa pelos dedos e nos farta de pena por se perder. Portugal é a história crua de vidas solenes e a doce lenda de uma realidade retratada. É a incessante reminiscência do que foi esquecido e a inocência pura de uma sabedoria culminante.
Portugal é a saúde de um suave embalo de uma imaculada borboleta e a carícia de um afinado hino de alegria de uma singela ave canora. Portugal é o unúntrio e o diamante de mãos dadas, é a rigidez de uma núvem e a maciez de uma rocha. É a fragrância de um verde prado rico de essências e a leveza de um vento que nos penetra e anestesia de felicidade.
Portugal é a melodia perene de uma música que se toca todo o dia, é a paixão com que se aperta com as mãos a terra que é nossa e o sorriso que se abre por entre lágrimas de valentia. É o frio celeste de uma manhã clara, é o calor de uma tarde longa e a chuva lenta de uma noite desejada.
Portugal é como alguém que não é ninguém, mas que é tudo e transborda de bem.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Angiospermas, suas diabas!


A maioria da nossa gente portuguesa considera a Primavera a estação do ano mais bonita e interessante. E não digam que é mentira porque eu entro logo com o engraçado argumento dos habituais votos de aniversário: "Parabéns pelas 23 Primaveras!". Dizerem-me isto e encherem-me de porrada é a mesma coisa. E, muito sinceramente, prefiro até que me assentem o pêlo de uma vez só que me façam lembrar da carrada de anos de sofrimento a coçar-me e a expulsar ar convulsivamente pelo nariz. Sim, eu só expulso ar.

Mas porque tenho eu que levar com os órgãos reprodutores masculinos das flores? - Eu nunca vos fiz nada, porra! Sejam felizes, seus microgametófitos! E contribuam muito para o aumento da beleza no mundo, mas, por favor, deixem-me sossegada no meu canto.
Não tem piada nenhuma pensar que uns bardamecos assim me provocam uma comichão stressante nos olhos e me deixam pior que uma fusão entre o Fester da Família Addams e o Conde Drácula.

As flores são lindíssimas e eu adoro-as, mas só me sinto segura perto delas se me enfrascar meia-hora antes de anti-histamínicos e vestir uma armadura do século XIX. E, mesmo assim, espirro e rebento com o nariz todo.

terça-feira, 3 de maio de 2016

O novo single dos Radiohead

Não posso acreditar. Não estou em mim sequer! Porque é exatamente quando eu acho que realmente não existe mais nada que me pode vir a surpreender que tudo me apanha em flagrante!

Estaria a mentir se dissesse que a canção está brutal. O ponto forte dela é ser cada vez mais interessante à medida que ela progride, e o extremo desconsolo é a sensação que ela me causa assim que se acaba. Quando ela cresce e me deixa vertiginosamente agradada ao ouvi-la, é que ela resolve, então, parar. Mas os Radiohead têm o meu orgulho. E acho que chega de palratório.


LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...